quinta-feira, maio 11, 2006

Yo people!

O blog atrasado: Parte II

Façam um favor a vocês mesmos e, se querem mesmo ler isto tudo (e as probabilidades de isso acontecer já são baixas)… não leiam tudo de uma vez :)

Depois da Marta se ir embora, dia 15, sábado, chegou o farinha. Fui buscá-lo à estação dos comboios e depois de jantarmos fomos beber umas cervejinhas belgas ao centro. Estava tudo um bocado vazio e n houve festas erasmus (pelo menos que eu soubesse:).

Domingo estava um tempinho fantástico quando acordámos, sol e uns 15 ºC e pensámos: “bora fazer qq coisa típica do domingo de páscoa... vamos à praia!” :) E assim fizémos. Apanhámos o eléctrico que vai da porta do meu bairro até à praia, directo, sem trocas, sem confusões, em 30 min +-. E vcs estão a pensar, então mas há praia naquele país? Se há, pra que é que eles vêm tds pro algarve ocupar espaço? Sim, há praia, e até é grande, tem muita areia, muita água, mas... pronto, tá frio, o mar tá frio e a água é castanha, e tá vento... Mas nada disto impede estes malucos de irem tds pra lá sempre que podem! Apesar da temperatura nada convidativa a maior parte do ano, parece que mal está um tempinho melhor correm tds pra lá. O farinha n concorda lá muito com a atitude deles ;)
O problema da holanda é que numa hora está sol, calor e um céu limpinho, e na hora seguinte está a ameaçar chover com um céu cinzento carregado. Conclusão, quando saímos de delft já estavam a aparecer umas nuvens, quando chegámos à praia já n havia sol pra ng e estava um frio tramado.

A praia fica ao pé de Haya (Den Hagg), a capital administrativa da holanda, e está bastante bem “pensada”. O areal tem uma bela largura, desde a água até às primeiras construções.
E depois tem 1001 bares todos finos, restaurantes catitas, lojas (n barraquinhas, lojas mm), centros comerciais, oceanários em ponto pequeno, eu sei lá mais o quê, ao longo do “calçadão”, dum lado e do outro, até têm pra lá um palacete.
E têm um pontão muito cromo, que entra uns 200 metros mar adentro, e que recentemente foi coberto a vidro. Vê-se, em pano de fundo, na foto do far. Pena que aquilo enferrujou tudo e está com mau aspecto. Têm uma torre onde se pode fazer bungy jumping e onde tirámos esta bela foto com o far em stevie style :) O far ainda procurou umas babes, mas tava muito difícil ;)
Depois comemos um peixinho frito marabilhoso, e fomos dar umas voltas pelo centro de haya. Estava um bocado de frio, mas lá vimos uns monumentos (tava quase td fechado, mas pronto), e vagueámos por ali. A cidade é uma mistura do típico holandês com arquitectura do mais moderno que há. No entanto consegue ainda ser simpática, ao seu estilo.estes edificios, outrora religiosos, estavam transformados em qq coisa administrativa, chama-se binenof ou qq coisa do género, e estava cheio de turistas.
hum, o que será q há dentro disto??

Na segunda era feriado, e tentámos ir passear de binacleta, mas estava frio demais e um ventinho de cortar à faca, que torna passear um sacrifício... como não era esse o objectivo e até estava sol, partimos para o plano B: tarte de maçã na praça das esplanadas, no centro de Delft :) Quando chegámos, pelas 12h, n estava quase ninguém; passado umas duas horas aquilo parecia a costa da caparica em agosto. Ficámos a apanhar um solinho, e fomos para casa almoçar. Uma vez que o sol insistia em ficar, montámos o estaminé no jardim lá de casa e almoçámos, ineditamente, ao ar livre e de t-shirt. belo farnel hein??

Depois o far deu de frosques e lá começou uma semana de trabalho intenso. Nessa 5ª feira fui visitar uma empresa de investigação, Energy research Centre in the Netherlands (ECN). O meu orientador tem lá uma amigo a trabalhar, e que já fez umas coisas parecidas com o que eu tenho de fazer e perguntou-me se eu achava que seria útil ir ter uma reuniãozinha informal com ele. Ora pois tá claro que é útil!

Era pra ser uma reunião só com o amigo mas depois ele propôs que o meu orientador fizesse uma apresentação do laboratório onde estou a trabalhar também para uns gajos lá da ECN. Eu preparei lá umas perguntinhas, li o site da empresa duma ponta à outra sobre os assuntos que me interessavam, e pronto, chegou o dia. Confesso que estava um bocado nervoso pois não sabia bem qual o nível de informalidade da reunião, nem quais os moldes da mesma. Fui de carro com o meu orientador, foi fixe para o conhecer um bocado melhor e conversar sobre outras coisas além do trabalho. A viagem ainda demorou quase duas horas, porque o raio do centro de investigação é na conchichina, ao pé dumas praias no centro-norte.

Uns apartes: ao contrário do que eu pensava (pq há muitos comboios e autocarros, são bons e chegam a horas, e há muitas bicicletas) na holanda há bué problemas de trânsito, principalmente na zona do sul, no triângulo Haya, Roterdão e Amesterdão. As auto-estradas estão cheias o dia todo e há filas de trânsito td o santo dia. Não apanhámos filas para lá, mas porque eram 11 da manhã, e mesmo assim a estrada estava cheinha.
O pessoal é bué calminho ao volante... Vêm-se tb algs malucos, mas bastante menos do que estou habituado, cumprem-se as velocidades, há radares por todo o lado, e o pessoal pode fazer as nabiçes que quiser que ng apita, toda a gente deixa passar aquelas pessoas que só se lembram (ou n conhecem a estrada e só se apercebem) que têm de sair da autoestrada 50 metros antes da saída acabar...

Enfim, chegámos à empresa e deparámos com umas dunas cercadas por alta rede com arame farpado. Para entrar tivémos de preencher aquelas folhinhas de visitante, mostrar o BI, e ao passar o portão para a parte de dentro da rede, ainda quiseram ver a mala do carro... isto tudo porque aquilo é tipo parque empresarial, e lá dentro também está um dos primeiros reactores nucleares da holanda. Só que, tal como em portugal, houve umas manifs anti-nuclear quando estavam a começar a construir a central e pronto, desistiram. Conclusão, o reactor nuclear só serve para investigação e para ganharem $ produzem uns isótopos dumas substâncias maradas que se utilizam nos hospitais para fazer uns exames sofisticados. Bom, com isto tudo e com a panca do terrorismo que por cá também vai proliferando, são um bocado restritivos na entrada de pessoas. Felizmente n me confundiram com um marroquino e lá entrámos. Conheci o amigo do orientador, e antes da reunião ofereceu-nos almoço. Um almoço de luxo para os padrões holandeses: sandes de salmão fumado (aquilo parece crú) e sandes duma espécie desconhecida de carne, derivada provavelmente do presunto, e a acompanhar um garrafa de um maravilhoso... leite! Já tinha pensado em experimentar aqueles peixes crús no mercado mas ainda n tinha tido coragem, e naquele dia olha, foi à força! O salmão fumado... sabe a fumo ;) ou seja, até se come. Eu disse-lhes que em portugal em princípio só almoçamos sandes se estivermos com pressa, ao que eles responderam que isso só prova a teoria de que os holandeses andam sempre cheios de pressa :)

Bom, e agora preparem-se porque vem aí uma grande descrição de tudo e mais alg coisa sobre a empresa... é altura de fugirem! ;)

Depois do almoço o amigo do meu orientador lá fez uma apresentação geral sobre a empresa, os projectos de investigação que estão a decorrer, e foi bué interessante. Não há que eu saiba uma empresa em port que só faça investigação sobre energia, e muito menos nesta escala. É verdade que o principal cliente deles é o estado, e é daí que vêm os rios de dinheiro para a empresa; ainda assim reflecte uma preocupação constante do estado em matérias de energia e de eficiência energética, porque estão sempre a encomendar estudos sobre as melhores medidas tomar e que caminhos seguir. O objectivo da empresa é que se consiga ter uma sociedade nos mesmos moldes que a actual, sem prescindir do conforto, e que só utilize energias renováveis. Para isso estudam painéis solares para produzir electricidade (solares fotovoltaicos), para aquecer água (solar térmico), de 1001 tipos inovadores,
vários geradores eólicos, vários tipos de isolamento e fachadas de prédios que sejam mais eficientes, ou seja, que permitam reduzir gastos com aquecimento\arrefecimento, e os respectivos sistemas de controlo electrónico, para que o utilizador n tenha de se envolver no processo. Ou seja, a pessoa que está a utilizar os sistemas n nota a diferença para um sistema normal.

Têm tb alto parque eólico, com uns geradores “state-of-the-art”, dos maiores que existem, pra fazer os testes todos necessários, e um túnel de vento pra estudar lá as pás dos geradores. Nunca pensei que o raio do gerador eólico desse tanto trabalho! Não estão bem a ver, há pelo menos uns 20 programas de computador que os gajos desenvolveram pra estudar os diferentes aspectos dos geradores eólicos… Por exemplo, isto serve pra ver se as pás estão direitinhas... às vezes os métodos simples são os mais eficazes!

esta foto é só pra exemplificar que cada parte daquilo (e ainda faltam ali umas 30 setas :) precisa de 1001 estudos pra funcionar da melhor maneira, dar muita energia, de boa qualidade, ser levezinho, fácil de construir, não fazer barulho, e não matar passarinhos! até estudos fazem sobre o número de impactos de aves nas pás dos geradores! Têm um sistema td sofisticado que grava um filme sempre que se ouve um impacto nas pás… onde isto já vai!

Enquanto não chegamos ao ponto de só utilizar renováveis, também vão fazendo estudos sobre pequenas unidades de produção de electridade para meter na cave lá de casa, e que tb produzem calor que é aproveitado localmente, centrais de biomassa e mais uma data de coisas. Sim, a biomassa até se pode considerar renovável, mas qdo possível evita-se pq tb polui...

A empresa tenta fazer a ponte entre a investigação universitária, muitas vezes um bocado afastada da prática, e a aplicação das coisas. Pegam em doutouramentos dos cromos universitários, tiram as conclusões importantes, e concretizam os projectos. Foi isso que me impressionou: tinham imensos protótipos de projectos inovadores em montes de áreas diferentes, da construção civil à electrónica, tudo e mais alg coisa.

Para os meus amigos electrotécnicos fica o site, www.ecn.nl, vale a pena dar uma vista de olhos.

Tinham quatro casas em tamanho real, tipicamente holandesas, todas com uma combinação de diferentes técnicas de construção, fachadas, paredes, janelas, isolamentos, e painéis solares, fotovoltaicos e térmicos, com geradores pequenos e, literalmente, dezenas de pequenas alterações em relação a uma casa normal, de modo a poupar energia.Por ex, aquecem a água fria com a água quente que deitamos plo ralo abaixo (sem as misturar, obviamente), fazem o mesmo com o ar (ou seja, no inverno pode haver renovação do ar sem se perder o calor todo), e outros projectos mais ao nível da gestão electrónica do sistema todo. Enfim, era um mundo de experiências e muitas ideias inovadoras (algumas das quais já me tinham passado pela cabeça, foi interessante vê-las aplicadas na prática) para chegar ao tal objectivo de n gastar mais gás nem pitroil. Muito bom! É assim como uma concretização da empresa de sonho para eu trabalhar :) O meu orientador disse que esta era uma muito boa empresa para se trabalhar, mas ficava era num sítio um bocado chato, longe da “civilização”.

Bom, depois houve mais uma apresentação sobre o sistema deles para prever a energia renovável (exactamente o que eu tenho de fazer), foi interessante para eu confirmar muitas coisas que já tinha lido e que é sempre diferente perguntar directamente a alguém. Correu muito bem porque apercebi-me que tudo o que eu já li sobre o assunto me deu alta bagagem, ao ponto de conseguir ter uma conversa de igual para igual com alguém que já trabalhou no assunto. Já tinha ouvido falar sobre quase todos os aspectos da apresentação dele, e consegui fazer perguntas complexas, ou seja, senti que já percebia daquilo. As atitudes quer do meu orientador quer do amigo dele foram sempre muito porreiras, como se eu fosse um engenheiro já formado que estivesse ali a ter uma reunião, não senti qualquer diferença no modo como falavam comigo, como algumas vezes senti quando falava com certos profs do técnico, foi fixolas. Para o meu trabalho também foi bastante bom, porque finalmente decidi umas coisas que ainda estavam pendentes com a ajuda de alguns comentários lá do gajo da empresa, e foi bom o meu orientador ter estado presente porque ouviu tudo.

A apresentação foi decorrendo bem, entre perguntas e respostas, o tempo foi passando e lá chegaram os outros bacanos da empresa (aí eu percebi que a reunião era mesmo informal, porque eles eram engenheiros mas mais pro lado técnico, e que estavam era interessados na parte prática). O meu orientador lá fez a apresentação dele, em holandês, pq eu já sabia aquilo tudo e as outras pessoas eram todas holandêsas e depois conversámos mais um bocado para tirar as conclusões finais. De seguida levou-nos a dar uma voltinha pelas várias casas, laboratórios e afins, que já descrevi mais ou menos. Entrámos mesmo dentro das tais casas que eram um verdadeiro laboratório, mil e uma experiências, e até tinham aparelhometros para simular o aquecimento provocado pela respiração das pessoas e pelos aparelhos eléctricos que utilizamos, e outros para abrir as torneiras e simular duches, lavagens de mãos ou loiça… Foi muito muito interessante, só visto! Uma das casas até estava mobilada com aquela mobilia rasca da moviflor, e respectivos adereços para parecer real… lol

Então, só visto e tu é só blá blá blá? N há fotos? Há, mas as que eu tirei do site ;) essas lá atrás tb são do site... é que n era permitido tirar fotos lá dentro, e nem sequer devo poder meter estas do site, mas pronto, é para vosso bem, para alargarem os horizontes ;) E para prevenir processos contra a minha pessoa, desde já refiro que as fotos são gentilmente cedidas pela ECN :) O gajo que trabalhava lá propôs-me que eu subisse às dunas pela parte de fora, pq aí n me podiam proibir de tirar fotos... holandês rebelde! ;)
esta era uma "casa" que rodava sobre si própria para se poder estudar uma fachada enquanto estava a ser montada outra diferente, do lado oposto, e para poder estudar diferentes orientações em relação ao sol.

Bom, depois na viagem para Delft apanhámos trânsito, mas nada de especial, pelo caminho ainda vimos umas belas paisagens e umas casas com uns telhados interessantes:

Nessa sexta, dia 21, decorreu provavelmente o maior festa dentro de 4 paredes (bom, eram mais de 4) em que já estive, na faculdade de arquitectura cá do sítio (cm já tinha referido, isto é tudo a mesma univ, mas cada faculdade tem o seu prédio, e bem grande).
De registar o típico descuido português: com esta história da visita à empresa n liguei nenhuma a quem me disse pra comprar o bilhete pq ia esgotar, e obviamente… esgotou. Bom, combinei co chinoca, o Shrek, q tb n tinha bilhete, para irmos lá prá porta da festa ver se subornávamos os porteiros, ou se nos deixavam entrar por já ser tarde, ou comprar bilhetes a algum traficante, enfim, tb n tinha grande coisa pra fazer e estava farto de trabalhar. Lá fomos, encontrei montes de pessoas conhecidas a entrar na festa, e depois fomos dar uma voltinha ao prédio, assim na esperança de alguma falha na segurança… sim, pq eu sou honesto e até queria comprar bilhete, mas n m deixaram! :) Como já tenho algum historial de borlas assim sem transgredir directamente nenhuma regra… mas n digam a ninguém… Bom, e na verdade nem 30 segundos depois da nossa ronda começar vimos uns indianos a desviar uma grade e a passar “para o lado de dentro”, para um jardim, sem dar muito nas vistas… fomos lá e perguntámos “isso é assim, dá pra entrar na boa e quê?” (isto dito num tom yo indiano, claro) ; “ya, bora, venham!”, e lá fomos. Depois dos olhares reprovadores de alguns holandeses que nos toparam, lá nos infiltrámos na multidão e pronto, em vez de gastar 12 euros no bilhete, gastei em pizzas e jolas (n, n fiquei bêbado, com cervejas a 2 euros e pizzas a 3… façam as contas :). Como vêm até n sou má pessoa, no fundo para eles foi completamente indiferente, gastei o mesmo ;)

A festa foi de arromba, 4 salas com música ao vivo, do trance ao R&B, mais 2 ou 3 sítios com música chillout, na boa umas 3 ou 4 mil pessoas, pizzas e muita gente conhecida (mas obviamente muitas mais que eu nunca tinha visto na vida), enfim, só acabou às 5 da manhã o que obviamente encurtou bastante o dia seguinte, que deu para pouco mais do que ir ao mercado com o evandro, imprimir umas fotos e passear um bocado.

Domingo fui passear pelas redondezas, de bicicleta, e comecei a ver a natureza a despontar. Em Portugal nunca liguei muito a estas coisas, mas a verdade é que aqui há muito mais árvores que dão flores, por todo o lado e de cores bem vivas (qq bairro que se preze tem um canal com uma data de árvores à volta, até no centro da cidade há árvores) e passa-se mais de metade do ano sem uma única folha nas árvores. Além disso como ando de bicicleta, dá para reparar nestas coisas, e como este ano o frio ficou até bem tarde (mesmo para a holanda, em abril esteve mais frio q o normal) a natureza foi-se aguentando, aguentando… e qdo veio um calorzinho, numa semana estava tudo verde! às vezes parece que tou na amazónia ;) Por exemplo, há umas árvores bastante comuns aqui, magnólias, que os meus vizinhos têm no quintal e parecem normalíssimas o ano todo, e depois, assim de repente, durante umas 2 semanas ficam com altas flores. aqui já estavam a perder o encanto, e estava aquela luz holandesa fantástica...Ainda vi um carro igual ao meu, que me esclareceu "o que não fazer com o meu carro" :)E encontrei a primeira montanha na holanda!!! 10 estonteantes metros de pura inclinação!!! é incrível, isto é tão plano, tão plano, que até os montes que há são nitidamente montes de terra artificiais, possivelmente antigos aterros sanitários :)A tarde estava reservada para a páscoa romena, que eles celebram uma semana depois de nós. Bom, o romeno cá de casa avisou-me que iam comer muito, mas muito. E cumpriu-se a promessa; apesar de ter chegado às tantas de uma igreja a que foram, a umas 2 horas de bicicleta, às 11 ele já estava levantado a meter umas sopas ao lume. As pessoas começaram a chegar por volta das 15h, e às 16h estávamos tds à mesa:Apesar de nitidamente os pratos confecionados estarem algo… simples (acredito que as mãezinhas deles fizessem melhor :) foi uma tarde simpática, havia pelo menos uns 15 romenos cá em casa, e aquilo nunca mais acabava. Ainda comemos uns pratos tradicionais, carne picada enrolada em couve flor, cozinhada num mar de cebola, por exemplo, que não estava nada mau. Quando já estava toda a gente cheia… vinha mais comida :) à noitinha fizémos um barbecue no jardim da frente:

Deu para recordar os verões em portugal, apesar de estar um bocado mais frio aqui. O nosso vizinho, holandês mas td simpático, veio-nos oferecer o que tinha lá em casa, e deu-nos prá mão um saco cheio de grelhas, carvão e material inflamável ;) quem disse que os holandeses são antipáticos? Grelhámos as belas febras e mais sei lá o quê, um sem acabar de comida.

A semana de trabalho que se seguiu foi intensa, apenas interrompida pela noite de erasmus, 4ª feira, no bar do costume. Tenho de tirar umas fotos pro pessoal ver. O trabalho decorre com mais rapidez, porque o tempo está a passar bem depressa e não quero correr o risco de ter o trabalho todo feito… mas só na minha cabeça :) por isso estou a ver se me aplico, e faço o trabalho andar depressa, até porque depois já sei que só preparar a apresentação demora uma data de tempo, e depois mete-se o mundial… tenho de ver pelo menos os jogos portugas né?? E os brasucas…. E os holandeses… bem, o melhor é ir trabalhar mais ;)

Deixo-vos assim, com água na boca, porque no próximo post… vou contar-vos o dia da rainha!!! Uau!! Q raio é isso?!?!

Dui! (holandês para “tchauzinho” :)

PS: descobri a prova de que de espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos, nem bons morangos! até vêm prá holanda vender estes morangos! n vêm nada aí de estranho? mesmo no meio da etiqueta...