Alô!
Blogi III-será desta?
Ora bem, ficou prometida a descrição do louco fim de semana do dia da rainha.
Tudo começou 6ª, dia 28, na noite da rainha. Quando o dia da rainha calha a um domingo, eles festejam ao sábado para poderem "recuperar" no domingo. Haya é a cidade para estar nessa noite. Não faço ideia quantas pessoas lá estavam, mas eram de certeza mais de um milhão. Eram avenidas e avenidas e ruas e ruas cheias de pessoas, barraquinhas com cerveja cara e batatas fritas, 1001 palcos com música de vários tipos diferentes. Ouvi uns malucos chamados “vive la fête”, música electrónica com vocalista aos guinchos, no meio de milhares de pessoas ensanduichadas (bela palavra, hein?), e no entretanto iamos recebendo brindes próprios do dia, obviamente todos laranjas: coroas iguais às da rainha (sem tirar nem pôr!); pedaços de tecido laranja que serviam desde minisaia prás moçoilas até barretes “yo” pro pessoal mais amadora style; mãozinhas de plástico que aplaudiam qdo as abanávamos, que eu rapidamente despachei pra uma pessoa que me perguntou onde é q eu tinha arranjado aquilo (já sabiam que odeio tudo o que faça barulho desnecessariamente?). Bom, confesso que n foi grande coisa porque havia pessoas a mais e a música n me agradou, e era tudo simplesmente grande demais. Voltámos n muito tarde mas o comboio estava cheio de pessoas, porque neste país qdo o pessoal se quer movimentar em massa n usa o popó!
Sábado acordei relativamente cedo para ir ao mercado. No dia da rainha pode-se vender o que se quiser na rua, basta estender uma mantinha no chão e já tá, e n se paga impostos nesse dia. E pronto, é a tradição, e td a gente sai mesmo à rua para vender velharias:


O mais normal são as criancinhas de famílias mais abastadas virem pra rua vender os brinquedos que já n gostam, ou que os pais já n querem lá em casa. Como aqui até se vive bem e as casas são pequenas, isto equivale a dizer que metade do país sai à rua para vender a tralha dos filhos. É sem dúvida um belo exercício de catarse para os putos, pq feito com esta idade: n deve ser muito fácil, com 3 ou 4 anos, ir prá rua vender os brinquedos que estão lá pelo quarto! Ficam desde cedo com a certeza de que nada dura para sempre, e n se apegam tanto às coisas… deve ter as suas vantagens, mas alguns putos n pareciam muito felizes. Outros até estavam tds animados a regatear com outros "colegas de profissão".
No entanto havia muito mais que isto. As pessoas fizeram uma revista pela casa e tudo o que estivesse encostado a um canto há um certo tempo, ou tivesse mais de 10 anos, pimba, ia pra vender. Podia-se regatear tudo, e o preço passava de ridículo a dado, pq ninguém queria ganhar dinheiro (a n ser uns indianos e uns turcos q estavam lá disfarçados de vendedores ocasionais, mas que devem andar sp de feira em feira), o pessoal queria era ver-se livre das coisas. Alguns nem sabiam qto queriam pelas coisas, e à pergunta “qto é q isto custa?” respondiam com “olha, dá-me o que achares que isso vale…”.
Só para terem uma ideia, um dos romenos que andava comigo a passear por ali descontrolou-se e comprou:
Uma aparelhagem com uns 25 anos mas a funcionar, daquelas bem grandes, com gira-discos incorporado (era a única parte pifada), com as duas colunas gigantes, por… 2 euros
Um gira discos da sony para substituir o supracitado (epá, escrevo muita bem;) por… 1 euro
Três ou quatro vinis, em bom estado (dentro do possível, claro) de músicas famosas e bailados para testar os gira discos por… 2 euros
Um caixote cheio de material informático, cabos, placas, td e mais alg coisa, por… 12 euros (ele só queria comprar 2 ou 3 coisas, mas o senhor convenceu-o a levar a caixa toda! Em vez de levar o que precisava, levou 10 vezes mais… )
Já ouvi falar duma “doença” que anda praí, em que as pessoas perdem algumas faculdades mentais quando estão a comprar, ficam meio hipnotizadas e perdem o discernimento, principalmente em lojas grandes e com muita variedade, e dps só se apercebem de que gastaram um pco + q o q deviam qdo chegam a casa… deve ter sido o que lhe aconteceu, só que neste caso o problema n era bem o dinheiro, mas o espaço em casa e possibilidade de carregar tanta coisa, e obviamente teve de chamar um amigo com carro para carregar a tralha td pra casa.
Havia ainda a variante "vêem, eu sei mandar três bolas ao ar e aguentá-las durante 10 segundos sem cair para o canal, por isso passem pra cá uma moedinha", ou "vêem, eu sei mandar três massas ao ar e aguentá-las durante 10 segundos sem cair para o canal, por isso passem pra cá uma moedinha", ou ainda "vêem, eu sei tocar um instrumento irritante durante 5 segundos sem desafinar e fazer-te fugir e cair no canal, por isso passem pra cá uma moedinha". A versão mais original era "vêem, eu deixo-vos atirar-me um bolo à cara, mas para isso têm de me dar um eurito":
Bom, cm vêm foi uma animação, a cidade estava ao rubro, mas estava um frio nada acolhedor, e dps de andar por ali a passear e a resistir a comprar tralha a 50 cêntimos pq n tenho maneira de a levar para portugal, de ver umas músicas nos 1001 palcos espalhados pela cidade, já era tarde para ir a amesterdão… lá é que sim, parece que foi a grande festa, mas pela descrição de pessoas que foram este ano, foi bem menos animado do que o relato do JN no ano passado, creio que em parte pq o ano passado andava-se de t-shirt, e este ano estavam 5 ou 6 ºC!
À noite fui a uma festinha, mas que n tinha nada a ver com o queen’s day, apenas mais uma festa erasmus.
Na semana que se seguiu chegou o verão. De mínima 5 e máxima 10 que estava (já tinham ocorrido umas micro primaveras, mas nada muito duradouro) passou, em 2 ou 3 dias, para mínima 15 e máxima 25. Assim, pumba, de repente passei de 2 camisolas e um casaco para t-shirt e sandálias. Os holandeses montaram o estáminé no jardim, ou no passeio caso n tenham jardim, trazem os sofás, mesas e tv’s pro meio da rua, barbicus por td o lado, só visto.
Os meus compinchas lá da universidade, o meu orientador e o técnico lá do sítio, aconselhados pelas minhas previsões meteorológicas, interromperam o meu período de intenso trabalho e perguntaram-se se eu não os queria ajudar a mudar os inversores dos painéis solares. Eu, inversores? mal larguei os legos passei logo a brincar com isso!
Quem não entender, salte esta parte ;) os gajos tinham 180 painéis solares, de 70W cada, ligados dois a dois a inversores de 100W. sim, 70+70=140 = energia desperdiçada, n me perguntem, deve ter sido pq aqui nunca está assim tanto sol de qq maneira. Os inversores estavam na parte de trás dos painéis, o que lhes provocava belas oscilações de temperatura diárias, principalmente no verão, entre os 15 ºC à noite e 80 ºC de dia (aquilo funcionava como uma espécie de forno na "caixa" onde está montado o painel…). Conclusão, metade já tinha dado o último ampére sinusoidal (epá, que lindo! Sniff! Q prosa poética!! ) e eles decidiram comprar grandes inversores, 6 ao todo, e agrupar aquilo tudo em série, para subir a tensão, e assim matam 3 coelhos duma cajadada: menos perdas porque agora os painéis podem ir até aos 70W cada, menos perdas pq sobem a tensão e n se perde metade nos fios lá em cima do telhado, e os inversores estão dentro do prédio, muito menos expostos às variações d temperatura.
E pronto, mãos à obra! São só uns quantos painéis, nada de mais!
Foi muito fixolas, apesar de cansativo. Estive 2 dias inteiros em posições pouco confortáveis, a apertar parafusos, desapertar os inversores:
, retirar cabos, fazer as ligações dos cabos novos, esticar cabos de mais de 100 metros por cima do telhado (e olhem que 100 metros de cabo pesam bem!!)... foi bastante interessante porque aprendi muito, pude mexer mesmo nas coisas e ver cm funcionam, ajudar a ligar aquilo tudo, mas fiquei cansadito. Senti-me um verdadeiro técnico do painel, e é uma sensação porreira depois de 5 anos a estudar teoria ;) oh pra mim a pousar prá foto:
O momento mais hilariante foi quando estávamos os 3 em cima do telhado, a trabalhar na boa, e chega um homem com cara de poucos amigos, começa a falar em tom bastante áspero. “ah e tal, eu sou da segurança da universidade, e portantos, vi-os a trabalhar aqui enquanto estava a fazer a ronda ali no prédio em frente, e tenho o dever de zelar pela vossa integridade física, e fazer cumprir as regras e quê, portanto n podem estar aqui em cima assim a trabalhar sem equipamento de segurança”. N percebi nada, obviamente, mas calculei logo o q é que se passava e depois o meu orientador confirmou as minhas suspeitas. “Hum… equipamento de segurança? Isto n me cheira nada bem… “ pensei eu. E pronto, o resultado está à vista:
Parecia que iamos fazer bungee jumping... Foi engraçado vestir aquilo e tal, fartámo-nos de gozar uns com os outros, mas passado 5 minutos a trabalhar com um cabo de metal preso às costas e preso a outro cabo de metal que está ao longo do prédio, já estava a rogar pragas aos seguranças. Aquilo n dava jeito nenhum, estava sempre a ficar preso em td o lado, e restringia bastante os movimentos. E ainda por cima as probabilidades de cair por tropeçar na porcaria do fio eram bem maiores do que antes. Bom, eu até compreendi a coisa, por alguma razão portugal está sempre aquelas posições muito boas nos estudos sobre acidentes de trabalho, e tentei-me convencer: ” Vês pedro, assim é que tem de ser”. Mas lá que é chato andar com aquilo, lá isso é. Os outros é que n se conformaram tão facilmente, mas pronto, n tinhamos hipótese.
Sexta feira dia 5 foi feriado, dia da liberation das forças alemãs, no fim da 2ª guerra. Este dia só é feriado de 5 em 5 anos, por isso tive sorte ;) Aproveitei o tempo fantástico que reinava pelas holandas e fui visitar o Far ao norte, Groningen (gró prós amigos). A viagem n foi das melhores pq o comboio estava cheio e certos períodos da viagem (de 3 horas no total…) tive de ir de pé, mas pronto. Pelo caminho confirmei a verdura e a lisura (n arranjei palavra melhor) deste país. N há uma porcaria dum monte, é sempre td a direito. Mas reparei numa coisa interessante, há poucas áreas em “estado natural”, ou seja, parece que está tudo arranjado e planeado pelo homem, inclusivé as zonas mais densas de floresta, que nunca se estendem por mais de 500 metros: estão sempre separadas por 50 ou 60 metros onde n há árvores. Deve ajudar quando aquilo pega fogo!
Quando cheguei lá encontrei o far na estação e depois de uma voltinha pla cidade dedicámo-nos à principal actividade desse fim de semana: ócio no parque. Fomos nós e mais metade da cidade ;)
Pois é, à falta de praias estes holandeses respondem com relva em abundância e muitos parques com espaço para estender o corpito ao sol. O festival de barbicus repetiu-se, crianças a brincar na areia, muitas pessoas em traje de praia, muito fixolas.
Quando chegámos a casa do Far conheci as raparigas q vivem com ele. Tem lá uma gata… mm gira, morena, mto simpática, olhos claros… ele vive nitidamente numa casa com raparigas. há com cada pormenor… mas apesar da vossa clara curiosidade, vou-me abster de os contar por respeito ao far ;)
Ainda passámos pelo centro para beber um cervejinha nas esplanadas que se multiplicam em td o lado, e que estavam mesmo apinhadas, n foi fácil arranjar mesa, nem sequer na esplanada da igreja! Já vos falei dos novos aproveitamentos que eles deram a estes espaços:
Depois de jantar a mais famosa receita do far, já muito bem apurada após anos de intensos melhoramentos, e que posso intitular de “maravilha de bolonhesa com bróculos e massa chinesa que não precisa de ser cozida à parte”:
e depois de ouvir o far treinar o tema do laginha pró exame, fomos córtir a night de gró, famosa na holanda por só acabar bem tarde. Quer dizer, é +- cm a noite em Lisboa, mas n se esqueçam, isto é a holanda e normalmente os bares fecham às 2 e as discos às 4, e e, já tás com sorte.
Os amigos do far comquem saímos são grandes malucos, italianos de gema, mas que andam a fazer doutouramentos em física. E esta hein? Andámos de bar em bar até passarmos pelos turcos, que têm pizzas quentinhas, acabadinhas de fazer, ali, na hora, e aquilo sabe mm bem qd são 4 da manhã e estamos esganados de fome. Já se mudavam uns quantos lá pro bairro alto, aqui já estão suficientes, e eu já começo a ficar farto dos bolos (e nem vou lá quase vez nenhuma). E nem eram caras as pizzas. Deu para perceber que gró tem realmente uma night diferente do resto da holanda, muito jovens “inconcientesss”, muita gente na rua até altas horas, muitos bares com os mais variados ambientes.
Pormenores interessantes em gró: se queres chamar o joão, tocas 1 vez, se é prá ana, tocas duas, se é prá antonieta, tocas 3... espero que tenham tido o bom senso de pôr a pessoa mais concorrida em primeiro lugar :)

No dia seguinte, depois do far me torturar mais uma vez com os seus treinos pró exame, fomos à cidade para um sessão de turismo, de modo a desta vez ser eu a torturá-lo. Lá o convenci a subir à torre da igreja, onde ele nunca tinha ido (o far é anti turismo :). Digam lá que n é obra faze-lo subir isto?
E ainda o convenci a subir até ao último patamar, por escadinhas em caracol com degraus minúsculos e tectos baixos a roçar na cabeça, mesmo tendo de vencer argumentos esmagadores, tais como “então mas ó PP, se daqui já vemos a cidade toda, o que é que achas que se vê mais de lá de cima? N vale a pena subir mais né?!”. Esta fotografia ficou interessante, completamente disforme:
Confesso q pronto, realmente n se vê muito mais, mas n se pagam 3 euros pra ficar a meio da torre :) Aqui ficam algumas vistas lá de cima:

Pelo meio passámos por umas salas com sinos, um carrilhão, e numa das salas dava pra fazer tocar uns sinos.
Aquilo n devia ser verdadeiro, pareciam megafones, ainda assim demos música ao pessoal todo que estava a visitar a torre. O vídeo está hilariante, mas ainda n me dei ao trabalho de perceber como é q se metem videos aqui. Chapéu!
Depois demos umas voltas plo mercado, comprei uns óculos de sol (tolo, ingénuo, tóni, fui eu… óculos de sol…), experimentámos uns chapéus,
depois cromprámos umas comidas bem jeitosas no surinamês q há mesmo em frente a casa do far, e depois dedicámo-nos de novo ao relax no parque, desta vez munidos de comes e bebes, e maniqua fotográfica, Ócio ao sol, relva… que maravilha… momentos efémeros neste país!


Bom, nessa noite ainda vimos os Blondie no centro da cidade… ou então não eram os Blondie… mas pelo menos eram parecidos, e cantaram a maria. Agora percebo pq é q tds as bandas, por mais rascas q sejam, qdo vão a portugal dizem que o público é o melhor do mundo, mesmo que ninguém lhes ligue nenhuma. Estes holandeses nem com a maria se mexeram. Até eu me abanava mais que eles, e obviamente tenho a maria no top 3 das músicas favoritas, desde os 5 anos de idade. Isto foi o suficiente para irmos embora e investigar que amigos do far andavam a tocar pelos bares da cidade. Vimos rock dos balcãs, bem fixe, e depois ainda tivémos tempo de ir a uma cave muito podre e muito pequena e cheia de gente, transformada em local de jam sessions. A música era fixe, mas cm n apanhámos nenhum dos 7 lugares sentados, voltámos cedo.
No dia seguinte n houve tempo para mais do que uma pequena tortura, parte 3, mas depois ainda toquei umas coisas, pra ensinar o far como é que se mexe no piano a sério. Eu disse-lhe: “toca aí esta linha de baixo, e eu mostro-te como é que se produz um solo com S grande”. Ou então foi ao contrário.
Seguimos para a estação, onde apanhei mais uma estucha d 3 horas de volta a delft, e ainda tive tempo para ir lavar roupa. Roupa lavada é um bem essencial que começava a escassear :(
Mais uma semana, mais uma trabalheira dos diabos. Aquilo nunca mais acaba, tenho trabalhado bués, de sol a sol, quer dizer, das 10 às 20, o que me deixa a semana um bocado esvaziada de outros acontecimentos sociais. Tirando, é claro, uma festinha aqui e ali, um bar de jazz em roterdão, onde fui com o grego esgroviado (esgroviado=gajo do sul da europa) lá do departamento, um gajo mto porreiro, e a ida semanal ao bar dos erasmus.
Na sexta feira houve churrasco, na casa dos portugas que vivem na mansão com jardinzinho bonito, por acasião do 23º aniversário do antóino. Foi uma noite jeitosa, eramos muitos os portuguese speaking, houve lugar para mais uns atrofios com o sotaque português/brasileiro, muitos acidentes hilariantes que iam resultando numa quase destruição da casa por parte do amigo surinamês (incrível, de fazer cair móveis da sala até entornar vinho no pessoal, houve de tudo), no meio de muito combibio. Sim, antes dos ‘b’ vem um ’m’!
No sábado 13 era o dia nacional dos moinhos. Ora que melhor dia para ir visitar kinderdijk, o sítio prefencial para ver moinhos na holanda? 19 moinhos ao longo de uma canal, de vários tipos e feitios.
O tempo já estava a mudar, e fiz um esforço para me levantar da cama e aproveitar o sol enquanto durava. Uma vez que decidi à última da hora e às 13h de sábado tá td a dormir (estes erasmus men!:) lá fui sozinho. Saí de casa para apanhar o comboio e dps um autocarro em rotterdam lombardijen que me levaria aos moinhos.
Na paragem de bus comecei a ouvir falar português, e, uma vez que o mundo é mesmo pequeno, além de serem duas raparigas portuguesas tb a fazer erasmus aqui na holanda, ainda são do técnico. Só n são do meu curso, mas aí sim, seria coincidência demais: encontrar 25% da população feminina do meu curso, só por milagre.
E tb iam visitar os moinhos, tinham o mesmo guia que eu ;) Lá fomos, eu contente por ter companhia e elas contentes por n terem de se aturar uma à outra (palavras delas! eheh é compreensível que qdo se passa mto tempo com alguém saiba bem ter outra companhia pra chatear :).
Os moinhos em si não eram assim tão fantásticos, e o tempo já n estava assim tão bonito...
Quando lá chegámos o vento estava bastante paradinho, e além disso estava à espera de qq comemoração por ser dia nacional dos moinhos. N houve, que eu me tivesse apercebido, nenhuma alteração ao normal funcionamento daquilo, e o único moinho que parecia aberto para visitas era a pagantes… como eu já tinha visto um moinho por dentro e elas n faziam questão de entrar, demos apenas uma voltinha no barco que fazia o tour ao sítio.

Foi interessante porque dos milhares de moinhos que existiam na holanda, ainda sobram uns 1000 que o estado tem como pratrimónio, e há bastante interesse em mantê-los em bom estado de conservação. Há até um curso de 3 anos para windmills operators. A solução que me parece terem encontrado foi convencer as pessoas a viver nos moinhos! Conclusão, havia alguns que pareciam uma casa em vilamoura: antena parabólica, mota de água e jipe à porta, um luxo.
A meio da tarde começou a levantar uma brisa, e chegámos ao pé de um moinho que estava a dar-lhe bué. Foi particularmente assustador, porque as pás passam a uns palmos do chão, e qdo se está ao lado daquilo passam a uns 2 metros da nossa cabeça. é realmente uma bela obra de engenharia, porque aquilo roda com uma velocidade bastante razoável, e sente-se mesmo que há muita energia no movimento, ou seja, se eu me atirasse contra aquilo acho q n travava o nem um bocadinho. No entanto todo o mecanismo é extremamente silencioso, e ouve-se apenas o vento a passar nas pás. Foi a parte mais interessante do passeio, pq deu para “sentir” o moinho a funcionar.
Ainda deu tempo para comer a tradicional sandoca e ver uns patinhos a nadar atrás da mamã ;)
Ainda estivemos uma meia hora à espera do bus,
e depois despedi-me das minhas simpáticas amigas, com a promessa de visitar a cidade onde elas estão, e vice-versa.
Nesse domingo fui dar umas voltas de bicla. Ao princípio ainda me tentei orientar e decorar os sitios por onde estava a passar, mas dps percebi que havia placas por td o lado, e olha, deixei-me ir. Neste país há tantos caminhos para bicicletas como estradas pra carros, se não mais, e quando dei por mim estava na “verdadeira holanda rural”. Vaquinhas, cavalos, muitas pessoas a andar a cavalo, ovelhas, aldeias minúsculas, obviamente canais por todo o lado, montes e montes de clubes desportivos com campos de tudo e mais alg coisa, enfim, foi um belo passeio.
As aldeias pequenas são giras, porque diferentes das portuguesas, primeiro por serem obviamente planas, e segundo porque têm as casinhas típicas holandesas, todas muito arranjadinhas, e é tudo verde, verde, verde. Mas têm um único café, cm em portugal, embora com um aspecto bastante diferente:

No total andei uns 30 kms até me decidir voltar finalmente para Delft.
A semana foi ainda pior que a anterior. Trabalho, trabalho, trabalho, falta tanta coisa e tou sempre a descobrir ainda mais coisas que devia fazer. Mas estou muito aplicadinho, e por isso até vai andando prá frente.
Mas o pior foi que voltou o inverno. Chuva pra td a gente, 10 graus outra vez, vento de fazer desequilibrar qq um da bicla... insuportável. Agora percebo pq é q no primeiro dia de calor eles saíram logo tds à rua... Eles sabem bem que o bom tempo nunca dura muito por estes lados!
Fim de semana… e festa!! 6ª feira fui a uma festa com o tema golfe (quando as festas têm um tema são obviamente festas dutch, que erasmus iria fazer uma festa com tema, ainda por cima golfe?!? Quase n temos roupa pra vestir qto mais adereços pra festas ;). Não faltaram os tacos de golfe, as boinas pimba e os sapatinhos engraxados e janotas. Senti-me bastante minorca porque até as holandesas devem ter comido mais estrelitas que eu quando eram miúdas, e então cresceram mais, e pronto, mais de metade das pessoas eram maiores que eu. Juntando isso ao calor quase insuportável nas salas onde havia a música, lá passei a noite toda na rua a confraternizar com “o mundo” que não cabia na festa, gregos, brasucas, chineses… o misturada do costume.
Ao voltar para casa tivemos direito ao episódio da noite, um “sosse” de seu nome salomão (!), da Eritreia (!!), que caíu literalmente do céu, meteu conversa, mostrou-nos os seus dotes de português (os normais insultos, e “comé, tasse fix?!”, ensinados por um portuga, provavelmente de chelas, com quem ele tinha morado), nos ofereceu cerveja, e ainda nos chagou até casa na sua motinha irritante. Prémio atribuído por unanimidade para “personagem da noite”.
E pronto, o fim de semana foi passado por Delft, fui finalmente dar uso ao meu museum card para visitar o museu técnico, bastante simpático, com muitas experiências para putos mas que eu gostei bastante ;)
umas máquinas de calcular bem maiores que um microondas (e nem raizes quadradas faziam, tss), completamente mecânicas, algumas da mercedes, ligadas à tomada! e uns motores mais velhos que a minha trisa-tetra avó.
E pronto! Finalmente! Cheguei ao dia actual! Hoje, o que é que eu fiz hoje… olha, qué que têm a ver com isso?!? Cuscos!
Adeusitos! ;)
PS: a gata morena que eu estava a falar, que mora com o far, é esta ;)




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